O primeiro episódio foi produzido pela UFRR, mas em breve será apresentada reportagem da TV UFMG sobre pesquisas do CTNano, do qual participam diversos pesquisadores do ICB
Cientistas do Brasil é o título da série que estreia às 19h do próximo dia 12 de agosto, sábado, na TV Brasil.
A produção audiovisual pretende apresentar a ciência produzida por pesquisadoras e pesquisadores das universidades federais de todo o país, com o objetivo de mostrar o impacto da ciência na sociedade e promover a divulgação de pesquisas relevantes para o desenvolvimento nacional. Iniciativa reúne dezenas de universidades brasileiras, por meio do Colégio de Gestores de Comunicação das Instituições Federais de Ensino Superior (Cogecom), que integra a Andifes.
“Um dos objetivos da Andifes é trabalhar pela valorização das nossas instituições federais. E um espaço como esse, na TV Brasil, nos permite mostrar para todo o país o que os nossos pesquisadores têm realizado em prol do desenvolvimento científico brasileiro”, explica a reitora Márcia Abrahão Moura, presidente da Andifes. Unindo o conhecimento acadêmico à criatividade na produção audiovisual, a série mostra, ao longo dos episódios, histórias de cientistas brasileiros que vêm revolucionando suas áreas de estudo ao propiciarem grandes avanços para a sociedade. As temáticas, variadas, têm como referência as oito áreas de conhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Pesquisas sobre meio ambiente, saúde, educação, ciências humanas e sociais, ciências exatas e biológicas, ciências agrárias, além de arte e cultura, serão abordadas a cada novo episódio. “A presença das universidades, de seus pesquisadores e de sua produção acadêmica na TV Brasil é um avanço muito importante para nossa emissora e para a comunicação pública brasileira. Estamos muito felizes com essa parceria e pretendemos avançar cada vez mais”, afirma o jornalista Hélio Doyle, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da qual a TV Brasil faz parte.
A parceria com a TV Brasil amplia a visibilidade sobre as ações da TV UFMG, democratizando ainda mais o acesso à produção científica realizada pela Universidade. O primeiro episódio da TV UFMG vai apresentar as pesquisas realizadas no CTNano UFMG (Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno), com apresentação da professora Glaura Goulart.
Como a série pretende fomentar a divulgação da ciência e da educação no país, a parceria com a TV Brasil amplia a visibilidade sobre as ações e as pesquisas brasileiras, democratizando ainda mais o acesso à produção científica realizada pelas universidades federais. “É papel da comunicação pública dar visibilidade à produção cientifica, tecnológica e ao desenvolvimento sustentável. Exibir essa série é a demonstração do nosso compromisso com os sistemas públicos de educação, valorizando a identidade, a cultura e os saberes do povo brasileiro”, ressalta Cidinha Matos, diretora de Jornalismo da EBC.
O vídeo de estréia, produção da Universidade Federal de Roraima (UFRR), mostrará pesquisas realizadas com insetos da Amazônia e seus impactos para o meio ambiente. Os episódios serão exibidos durante o telejornal Repórter Brasil – que começa às 19h. “A produção em rede tem o poder de agregar, em um mesmo espaço, aquilo que vem sendo desenvolvido de norte a sul do Brasil. O quadro pretende ser esse espaço privilegiado de voz, com seus diferentes sotaques, para os pesquisadores que são destaque em nosso país. Da mesma forma, o exercício de produção jornalística coletiva agrega os comunicadores e suas diferentes formas de produção,” conclui Maíra Bittencourt, diretora do Cogecom. Na primeira temporada serão exibidas reportagens de 18 instituições, e a proposta é contemplar, nas próximas temporadas, outras universidades federais.
TV Brasil, a partir do dia 12 de agosto, às 19h, no Repórter Brasil, e nos canais das TVs Universitárias de todo o país.
Fonte: Site de Notícias da UFMG.
Projeto envolve investigar o papel da microbiota intestinal nas alterações pós-covid
Nem complexo processo de seleção, nem uma primeira reprovação, fizeram a bióloga Viviani Mendes de Almeida, 29 anos, desistir de vivenciar uma experiência transformadora para sua carreira fora do Brasil. Aluna de doutorado em Imunologia pelo Programa de Pós-graduação em Bioquimica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, ela acaba de ser selecionada com uma bolsa de excelência pelo Governo da Suíça e vai passar uma temporada na École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL).
Natural de Três Marias, Minas Gerais, Viviani de Almeida foi bolsista parcial no Colégio Professor Rubens Costa Romanelli, em Contagem, e se graduou em Ciências Biológicas na UFMG. Atualmente, faz seu estágio no Laboratório de Microbiota e Imunomodulação. Sob a orientação da professora Angélica Thomaz Vieira, adjunta no departamento de Bioquimica e Imunologia do ICB UFMG, ela busca, principalmente, entender como a microbiota (ou seja, as bactérias que habitam, por exemplo, o nosso corpo) são capazes de influenciar o sistema imunologico. “Meu projeto de doutorado envolve investigar o papel da microbiota intestinal nas alterações pós-COVID”, explica.
Sempre questionadora e interessada em observar e tentar entender a natureza e os mais diversos organismos vivos, Viviani de Almeida lembra a influência dos pais e do avô, que sempre lhe possibilitaram o contato com ambientes naturais, animais e plantas. A escolha da área de atuação não poderia ser outra e estava certa desde o início do ensino médio. “Creio que esse foi o motivo principal de eu me sentir tão a vontade estudando biologia e querer seguir essa profissão. Eu sabia que queria ser uma cientista e fazer Ciências Biológicas era a opção que mais me agradava”, lembra.
Inspirada e apoiada pela família e professores, Viviani de Almeida passou por um processo burocrático, com envio de inúmeros documentos, que lhe exigiu longo preparo e muita atenção para conseguir, entre candidatos de mais de 180 países, a bolsa de estudos de um ano. A jornada já tem data marcada. “Vou em setembro de 2023 e retorno no 2º semestre de 2024”, conta. Na volta, ela pretende finalizar o doutorado e prosseguir na carreira acadêmica.
A leitura completa do genoma de um organismo empolga biológos de diversas áreas
O material genético é extremamente relevante para o estudo das espécies, sendo muito importante para compreensão de questões como diversidade genética, patologias e evolução.
Em uma notícia para a revista de Pesquisa Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a jornalista Maria Guimarães falou sobre o processo de sequenciamento completo do genoma que tem se tornado uma realidade.
Tradicionalmente, o sequenciamento é fragmentado em diversas leituras curtas que devem ser montadas posteriormente. Esse método dificulta a inclusão de trechos muito repetitivos na montagem, já que eles se confundem facilmente durante o processo. Além disso, o foco maior de análise costuma ser nos genes voltados para a produção de proteínas.Com a leitura de todo o genoma será possível o estudo dos genes que são responsáveis pela maioria das diferenças entre os organismos.
“As leituras longas permitem determinar o arcabouço do genoma” disse Glória Franco, bioinformata e professora do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (ICB UFMG), em entrevista para a revista. Essa forma nova de sequenciamento consiste numa leitura longa, que propõe sequenciar o genoma de telômero a telômero. Isso tem se tornado possível devido aos avanços tecnológicos e a busca de técnicas mistas.
A leitura completa do genoma pode ser muito importante para o estudo de um organismo ou uma espécie, podendo evidenciar várias mutações ou questões patológicas. Acredita-se que isso contribuirá principalmente para a área da saúde. Pedro Galante, coordenador do laboratório de bioinformática do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês (IEP-HSL), levanta a possibilidade de desenvolvimento de tratamentos baseados na edição ou regulação gênica, graças a essa técnica de estudo completo do material genético.
Redação: Gabriel Martins - Estagiário / PCCTAE, com supervisão de Dayse Lacerda.
Ainda dá para participar das novas turmas do segundo semestre, mas são poucas vagas!
As atividades do Projeto Movimente-se no segundo semestre de 2023 já vão começar. Mas, calma, até o dia 25 de agosto você pode garantir sua participação nas aulas de Pilates de Solo e Hatha Yoga, com possibilidade de prática uma ou duas vezes por semana, em horários alternativos.
Aberto à participação de todos os interessados, as atividades acontecem no Espaço Qualidade de Vida e Bem-Estar do ICB UFMG, no andar térreo, próximo à cantina.
A prioridade é promover saúde, bem-estar e qualidade de vida, especialmente no trabalho. E note bem, não é apenas para estudantes e servidores docentes e não docentes, mas também para o público em geral. Até dia 25, anota aí...
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIARMAIS INFORMAÇÕES e INSCRIÇÕES: no site da Fundep
INSTAGRAM: @proj_movimente_se
Estudo reúne coeficientes de produtividade de cientistas do mundo inteiro, a partir de dados bibliométricos de várias fontes.
O Alper-Doger Scientific Index, único estudo que ranqueia os coeficientes de produtividade total e dos últimos seis anos de cientistas, com base nas pontuações e citações do Discipline H-index (D-index), e no índice i10 no Google Acadêmico, classificou alguns professores do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG entre os mais conceituados do mundo em diferentes áreas. Ou seja, a posição de cada pesquisador considera o número de artigos e a quantidade de citações para cada disciplina examinada.
Mauro Teixeira, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), está em 1° lugar no Brasil na área de Bioquímica, ao mesmo tempo em que ocupa a 34a posição na mesma área em comparação com os cientistas do mundo todo. Carlos Augusto Rosa, também é o número 1 no Brasil, na área de Microbiologia. Também em comparação com os demais cientistas brasileiros, o professor Robson Augusto Souza dos Santos, do departamento de Fisiologia e Biofísica, ocupa a 2a posição na área de Ciências Biológicas.
As informações que subsidiam o ranking foram coletadas em dezembro de 2022 e a produtividade e impacto baseados em citações de artigos científicos estão entre alguns dos critérios para a classificação. Segundo a organização, essa métrica é resultado de uma união de critérios que contabilizam e avaliam, por exemplo, o número de citações recebidas mundialmente, em relação aos artigos publicados pelos pesquisadores. Para a seleção, foram combinados dados bibliométricos de várias fontes, incluindo OpenAlex e CrossRef.
Segundo o site da AD Scientific Index, o ranking foi desenvolvido pelo professor Murat Alper e pelo professor associado Cihan Doger, utilizando nove parâmetros que fornecem a classificação e avaliação de cientistas de 256 filiais, 22.347 instituições, 218 países, 10 regiões - África, Ásia, Europa, América do Norte, Oceania, Árabe Leageu, EECA, BRICS, América Latina, e COMESA, e no mundo. A metodologia permite que os cientistas possam obter suas classificações acadêmicas e monitorar a evolução da classificação ao longo do tempo.
A organização afirma que, ao contrário de outros sistemas que também fornecem avaliações de periódicos e universidades, esse sistema de classificação e análise é baseado no desempenho científico e no valor agregado de produtividade científica de cientistas. A classificação individual é feita em 12 disciplinas - Agricultura e Silvicultura, Artes, Design e Arquitetura, Negócios e Gestão, Economia e Econometria, Educação, Engenharia e Tecnologia, História, Filosofia, Teologia, Direito/Direito e Estudos Jurídicos, Ciências Médicas e da Saúde, Ciências Naturais, Ciências Sociais.
CONSULTE A RELAÇÃO COMPLETA NO SITE DA AD SCIENTIFIC INDEX
Ranking do Research.com coloca cientistas do ICB UFMG entre os melhores do mundo - 15 junho 2023
Levantamento, arte e redação: Vitória Alves - Comunicação ICB UFMG/PBext