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Conforme informado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, nesta época de recesso acadêmico aumenta substancialmente o prazo entre a submissão e a aprovação de projetos pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UFMG – Campus da Pampulha. Isso ocorre porque o CEP, por força regimental, não pode ter reuniões ordinárias em janeiro e fevereiro e também em razão das férias regulamentares dos membros que compõem o colegiado. Entretanto, segundo a coordenação do CEP-UFMG, existe  uma comissão específica para avaliar pesquisas que requeiram análise prioritária de protocolos, desde que haja encaminhamento fundamentado sobre os motivos da necessidade de análise célere. Essa comissão funciona de forma contínua, independentemente do calendário das reuniões ordinárias. Os interessados devem enviar e-mail para  justificando a necessidade de premência para a análise de seu protocolo em comissão específica.

Documento apresenta diagnóstico completo das áreas protegidas e propõe medidas para fortalecer a fiscalização e gestão

Foto Alexandre CostaCentro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) lançou, na semana de início da COP 30, um policy brief (documento com informações baseadas em pesquisas científicas com sugestões de ações que podem contribuir para o debate sobre políticas públicas), em versões em português e inglês, que traz um diagnóstico detalhado das Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia Legal. O documento é fruto de uma análise criteriosa sobre a quantidade, extensão, proteção jurídica, efetivo humano, infraestrutura e capacidade de fiscalização dessas áreas protegidas. 

Além de apresentar esse panorama abrangente, o policy brief destaca as principais vulnerabilidades enfrentadas pelas UCs e oferece recomendações concretas. O objetivo é incentivar a adoção de políticas públicas que fortaleçam a governança e aprimorem a conservação da maior floresta tropical do planeta. 

 

Diagnóstico revela disparidades e desafios na conservação da Amazônia Legal 

Atualmente, cerca de 24% do território da Amazônia Legal se encontra protegido por UCs. Esse índice está abaixo da meta global de 30%, estabelecida pelo Marco Global de Biodiversidade, para garantir a manutenção dos ecossistemas. O relatório revela ainda disparidades regionais muito expressivas: enquanto o Amapá protege mais de 64% do seu território, o Mato Grosso protege menos de 6%. 

Outro dado alarmante destacado é que 95% do desmatamento ilegal ocorre nas proximidades de rodovias e rios navegáveis. Segundo o documento, essa proximidade facilita a pressão e a degradação das áreas protegidas, o que torna urgentes ações coordenadas e eficazes para conter essas ameaças à floresta. 

Ademais, o estudo aponta uma redução de aproximadamente 40% no efetivo dedicado à fiscalização das UCs na última década. A insuficiência de planos de manejo, aliada à baixa integração entre órgãos ambientais e à limitada participação da sociedade civil, compromete a efetividade das unidades de conservação.

 

Recomendações práticas para fortalecer a governança e a proteção ambiental

Para reverter esse quadro, o policy brief propõe uma série de medidas que promovam a transparência e o monitoramento rigoroso dos recursos destinados às unidades de conservação. É destacada a necessidade de investimentos em infraestrutura, tecnologia de monitoramento remoto e capacitação técnica para brigadistas e agentes ambientais.

O documento também recomenda a criação de espaços permanentes de diálogo entre governos, academia e comunidades locais. Essa integração é fundamental para estabelecer estratégias de conservação alinhadas à realidade local e sustentáveis a longo prazo.

Além disso, incentivos ao ecoturismo sustentável e a implementação de mecanismos financeiros diversificados, como créditos de carbono e pagamento por serviços ambientais, são apontados como caminhos para garantir a viabilidade econômica das áreas protegidas.

O policy brief ressalta que o fortalecimento da governança das Unidades de Conservação é imprescindível para a conservação da biodiversidade, para a manutenção do equilíbrio climático e para a proteção das populações tradicionais da Amazônia Legal. A publicação se consolida como uma ferramenta fundamental para gestores públicos e tomadores de decisão comprometidos com o futuro do bioma amazônico.

A concentração histórica de espécimes-tipo em museus do Norte Global limita o acesso de cientistas de países tropicais ao conhecimento sobre a biodiversidade.

especime convertido de pngO professor Gabriel Nakamura, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (ICB), é o autor principal de um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, uma das mais importantes do mundo na área de biologia. O artigo, intitulado “The hidden biodiversity knowledge split in biological collections” (A divisão oculta do conhecimento sobre biodiversidade nas coleções biológicas), investiga como as informações sobre a diversidade de espécies estão distribuídas de forma desigual entre diferentes regiões do planeta.

O estudo mostra que boa parte do conhecimento sobre a biodiversidade global está concentrada em instituições do chamado Norte Global (países da Europa e da América do Norte), mesmo quando as espécies estudadas são originárias de regiões tropicais, como América do Sul, África e Sudeste Asiático. Esse padrão é especialmente evidente nos chamados espécimes-tipo, que são os exemplares de referência usados para descrever e nomear oficialmente uma espécie. Embora muitos desses espécimes tenham sido coletados em países do Sul Global, eles estão depositados majoritariamente em museus e coleções estrangeiras.

De acordo com os autores, essa desigualdade gera o que chamam de “knowledge split”, ou “divisão do conhecimento”: parte importante das informações sobre a biodiversidade fica inacessível aos pesquisadores dos países de origem das espécies. Isso cria obstáculos para o avanço científico, dificulta o estudo da fauna e da flora locais e reforça desigualdades históricas na produção de conhecimento científico. O trabalho também aponta que essa concentração é resultado de fatores históricos, como o passado colonial, e estruturais, como a diferença na infraestrutura e no financiamento das instituições científicas ao redor do mundo.

A publicação do estudo em uma revista de prestígio como a Proceedings of the Royal Society B evidencia o reconhecimento internacional do trabalho conduzido no ICB UFMG. A pesquisa liderada por Gabriel Nakamura reforça a presença da universidade nos debates científicos e destaca a contribuição de seus pesquisadores para a produção de conhecimento de alcance mundial.

 

 

Redação: Timóteo Dias

Por David Soeiro
Docente do Departamento de Parasitologia/ICB e delegado da COP30

The Global Conference on Climate and Health 2025 pre COP30 A crescente frequência e intensidade de eventos extremos, como ondas de calor, inundações e secas, estão diretamente ligadas ao aumento de adoecimentos e óbitos, sobrecarregando sistemas de saúde em todo o mundo e colocando vidas em risco. Embora a saúde esteja começando a ganhar espaço nas políticas climáticas – e vice-versa – o progresso ainda é fragmentado e subfinanciado, exigindo uma ação global coordenada e urgente.

Um relatório alarmante do Lancet Countdown de Saúde e Mudanças Climáticas de 2025 revela a dimensão dessa crise, apontando que milhões de mortes por ano são causadas por calor extremo e poluição. Desse total, 546 mil óbitos anuais estão diretamente relacionados ao calor. A queima de combustíveis fósseis, por sua vez, é responsável por milhões de mortes, evidenciando a necessidade premente de uma transição energética. Os dados globais do mesmo relatório são contundentes no aumento da exposição ao calor extremo. Dos 20 indicadores monitorados, 13 estabeleceram novos recordes preocupantes, sublinhando a aceleração dos impactos climáticos na saúde humana. Essa escalada de eventos extremos não apenas ameaça a vida, mas também compromete a produtividade e o bem-estar em escala planetária.

O Brasil, país anfitrião da COP30 em Belém, enfrenta desafios particularmente graves. Aumento de mortes provocadas pelo calor e na perda de horas potenciais de trabalho, além de aumento nas horas de risco de estresse térmico. Os impactos ambientais no Brasil também são alarmantes. Houve um aumento nos incêndios florestais, e áreas de terra com seca extrema cresceram de forma alarmante. A temperatura da superfície do mar tem se elevado. Esses dados reforçam a urgência de ações adaptativas e mitigadoras para proteger a saúde e o meio ambiente.

Nesse contexto, a COP30 em Belém representa uma oportunidade ímpar para o Brasil acelerar a trajetória do compromisso à implementação. O Ministério da Saúde propõe a adoção do Plano de Saúde de Belém, fundamentado nos princípios de equidade em saúde, justiça climática e governança participativa. Este plano, parte do Eixo 5 da Agenda de Ação da COP30 ("Promovendo Desenvolvimento Humano e Social") e focado no Objetivo 16 (promover serviços de saúde resilientes), oferece diretrizes para acelerar soluções em vigilância intregrada, políticas baseadas em evidências, capacitação, inovação e produção local, sob a abordagem "Uma Só Saúde" (One Health), que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental.

Somado a este processo, foi apresentado o documento debatido e consolidadodurante o 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em João Pessoa em 02 de novembro de 2025, resultante de uma oficina temática que reuniu especialistas em mudanças climáticas, medicina tropical e abordagem Uma Só Saúde. A atividade, organizada conjuntamente pela Associação Brasileira de Saúde Única (ABRASUNI), pela Coordenação Geral de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial (Grupo Técnico de Uma Só Saúde), pela Coordenação de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde e pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde, sintetizou propostas estratégicas em três eixos fundamentais: (1) Emergências climáticas e seus impactos nos ecossistemas, com destaque em redes colaborativas, vigilância integrada, comunicação especializada e análise de riscos para patógenos emergentes; (2) Justiça climática e povos tradicionais, garantindo representação política, valorização de saberes ancestrais e proteção territorial; e (3) Adaptação e serviços essenciais, mediante integração do AdaptaSUS e Plano Nacional de Uma Só Saúde, reforço de planos municipais de adaptação, resiliência dos serviços de saúde e financiamento estratégico. O documento reafirma que a adaptação às mudanças climáticas sob a perspectiva de Uma Só Saúde é de extrema importância para proteção da saúde humana, animal, vegetal e ambiental, considerando os desafios na segurança alimentar e nutricional, bem como da proteção da biodiversidade, consolidando um compromisso multidisciplinar e participativo para enfrentar os desafios impostos pela crise climática à saúde.

A transição energética emerge como uma solução vital, com estimativas de que a energia renovável pode salvar milhares de vidas anualmente. A COP30 e o Plano de Saúde de Belém trazem um compromisso com a salvaguarda da saúde das gerações atuais e futuras. Através do fortalecimento da adaptação e da mitigação, busca-se garantir que a humanidade não apenas sobreviva, mas também evolua – tornando-se a melhor versão de si mesma, fundada na dignidade, na justiça e na solidariedade.

A Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPq) informa que conforme  chamada SIC 2025 os orientadores devem justificar as ausências dos estudantes inscritos na Semana do Conhecimento 2024 da Universidade Federal de Minas Gerais que não apresentaram seus trabalhos entre os dias 01 e 30 de novembro.
 
O procedimento é obrigatório para todos os bolsistas beneficiários de recursos públicos oriundos das agências de fomento e da própria UFMG e também para os voluntários.
Vale ressaltar que a ausência de justificativa tornará, tanto o orientador quanto o estudante, inadimplentes perante à PRPq, o que os impedirá de participar dos próximos editais de bolsas.
 
Os orientadores dos estudantes deverão ser seguidos estes passos para realizar a prestação de contas:
– Menu Bolsistas/Auxílios -> Meus Bolsistas -> Aba Estudantes com pendências relativas a Semana de Iniciação Científica -> Localizar o nome do estudante.
 
Deve ser observado qual condição de prestação de contas o estudantes está vinculado conforme instruções abaixo.

Para estudantes que se inscreveram, mas não tiveram presença válida.

Deverão realizar a justificativa os orientadores dos estudantes que não participaram das apresentações nos dias 06 e 07 de Outubro.
 
O Sistema de Fomento somente aceitará as justificativas que estiverem acompanhadas dos devidos documentos/atestados que deverão ser anexados previstos no item 9 da chamada SIC 2025.

Para estudantes que não se inscreveram

Deverá se apresentado obrigatoriamente um dos produtos a seguir, que tenha relação com as atividades da IC (Não serão aceitos outros tipos de justificativa):
  • certificado de participação e resumo do trabalho em evento ocorrido de forma simultânea ou posterior à semana do conhecimento no qual o estudante seja o autor ou coautor;
  • artigo publicado posteriormente ao início da Iniciação Científica, no qual o estudante conste como autor ou coautor;
  • livro ou capítulo de livro publicado posteriormente ao início da Iniciação Científica, no qual o estudante conste como autor ou coautor.

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